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Mostrando postagens de Agosto, 2016

Relacionamento abusivo

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Por: Luara Silva
Comecei a ler alguns materiais sobre relacionamento abusivo. Confesso que quis parar na metade da leitura. Porquê? Bom, à medida que você vai lendo e compreendendo a dimensão da situação que você pode estar sendo vítima – sim, porque o culpado pela violência é o agressor, nunca a vítima – seu “inconsciente” diz: PARE! VOCÊ NÃO PODE SE IDENTIFICAR COM ISSO, É LOUCURA. Eu tinha duas opções, continuar lendo e fazer uma autocrítica sobre minhas relações ou continuar cegamente acreditando que era loucura. Optei pela primeira opção, eu precisava entender o porquê algumas pessoas não conseguem sair de um relacionamento abusivo. Mas é importante ressaltar que eu não vivi uma relação abusiva (um pouco confuso né?!). Bom, eu presenciei, convivi 18 anos com um relacionamento abusivo dentro de casa, sim, estou falando da relação dos meus pais. E isso faz tudo tomar uma proporção diferente, na condição de filha o que eu poderia fazer? Quais atitudes eu poderia tomar? A primeira coisa…

Cultura do estupro: até quando?

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*Priscila Figueiredo


O ano de 2016 tem sido marcado por intensos debates no âmbito dos direitos humanos, em especial, sobre os direitos das mulheres. Essa efervescência tem sido motivada, dentre outros motivos, pela visibilidade que os casos de violência contra a mulher têm tido, não só no âmbito nacional como local. No que tange aos casos de violência sexual o debate sobre a cultura do estupro tem tido um destaque proeminente. O estupro é uma das formas mais cruéis de violência contra outro ser humano. Ele provoca efeitos devastadores no campo psíquico e físico de suas vítimas. Apesar disso, infelizmente, ele ocorre em demasia na nossa sociedade. Os altos índices de violência, em especial, contra meninas e mulheres, a impunidade dos agressores e a legitimação da ação por parte da sociedade, juntamente com a culpabilização das vítimas pelas agressões sofridas, configuram o que é chamado cultura do estupro.
O estupro de forma genérica, atualmente, pode ser compreendido como todo ato…